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Se você gosta de ler algo instigante, que acrescente algum conhecimento ou seja uma boa ficção, aqui encontrará boas indicações, em variados assuntos! Link 2015 em diante: dicas de livros; antes de 2015, assuntos gerais.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Sexta-Feira Santa
Pergunto-me se não fosse feriado oficial, se ainda haveria tantas procissões...verdade é que as praias estavam lotadas, mostrando que muito mais gente ficou no lazer, não se envolvendo com a religião. Vejo que a idade média dos fiéis nas missas e procissões é adiantada, as novas gerações talvez não achem interessante esse tipo de manifestação. Isso deve preocupar a Igreja Católica. Não é à toa que estão aparecendo mais padres cantores, fazendo um culto pop-star. Não acho que isso adianta, além do barulho perturbador...Em relação a esta data, sempre achei mórbido isso de reviver o martírio e morte do fundador da religião cristã, não me atrai. E até hoje não entendi por que morreu para salvar a humanidade.
domingo, 1 de abril de 2012
A OPERAÇÃO "BROTHER SAM"
Enquanto alguns comemoram a data do golpe militar que depôs um presidente eleito (que também alguns chamam erroneamente de Revolução de 1964, pois revolução é quando se muda as relações de poder vigente, e o movimento militar apoiado e insuflado por civis foi para manter a situação dominante no país), vamos lembrar que há 48 anos os EUA tinham um plano secreto para enviar uma esquadra de apoio ao movimento dos militares sublevados, caso houvesse resistência aos golpistas.
Os documentos, liberados da classificação de sigilo pelo Congresso dos EUA, comprovam que os norte-americanos morriam de medo do Brasil ter um regime de esquerda, e fariam de tudo para sabotar. Uma esquadra estava sendo enviada, para bloquear o Porto de Santos, e hoje até parece paranoia, achavam que a União Soviética iria apoiar o João Goulart.
Essa operação é descrita com riqueza de detalhes no livro João Goulart: Uma Biografia, escrito por Jorge Ferreira e publicado em 2011.
Os documentos, liberados da classificação de sigilo pelo Congresso dos EUA, comprovam que os norte-americanos morriam de medo do Brasil ter um regime de esquerda, e fariam de tudo para sabotar. Uma esquadra estava sendo enviada, para bloquear o Porto de Santos, e hoje até parece paranoia, achavam que a União Soviética iria apoiar o João Goulart.
Essa operação é descrita com riqueza de detalhes no livro João Goulart: Uma Biografia, escrito por Jorge Ferreira e publicado em 2011.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
ASSÉDIO MORAL - Crescendo no país
Recente reportagem na revista Caros Amigos, edição 179, cita estatísticas sobre aumento de assédio moral sobre os trabalhadores nas empresas, no Brasil.Levantamento de uma comissão da Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego de São Paulo (SRTE-SP) mostra as denúncias recebidas:
- Entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006: 871 denúncias de assédio.
- Em 2009, 354.
- Em 2011, 448.
Segundo esse órgão, há um aumento de 30% a 40% por ano.
Suicídios e tentativas de, devido às situações humilhantes, também vem registrando aumento.
Estas são algumas das informações da extensa reportagem, que cita como campeãs as empresas AmBev, Walmart, Tivit. Existem as formas mais variadas e bizarras de humilhar um subordinado ou mesmo um colega de trabalho, até ter que passear pela empresa segurando um pênis de borracha se não cumpriu uma meta. Muitos adoecem em virtude do terrorismo. Ambiente bem saudável dessas empresas.
Espero que o Ministério do Trabalho investigue bem, porque o volume de processos na Justiça está se avolumando.
Mais detalhes:
Edição 179 da revista Caros Amigos
- Entre janeiro de 2004 e dezembro de 2006: 871 denúncias de assédio.
- Em 2009, 354.
- Em 2011, 448.
Segundo esse órgão, há um aumento de 30% a 40% por ano.
Suicídios e tentativas de, devido às situações humilhantes, também vem registrando aumento.
Estas são algumas das informações da extensa reportagem, que cita como campeãs as empresas AmBev, Walmart, Tivit. Existem as formas mais variadas e bizarras de humilhar um subordinado ou mesmo um colega de trabalho, até ter que passear pela empresa segurando um pênis de borracha se não cumpriu uma meta. Muitos adoecem em virtude do terrorismo. Ambiente bem saudável dessas empresas.
Espero que o Ministério do Trabalho investigue bem, porque o volume de processos na Justiça está se avolumando.
Mais detalhes:
Edição 179 da revista Caros Amigos
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
CASO DO ACIDENTE DE JET SKI - Perguntas que não querem calar
Em relação ao acidente (mais um...) envolvendo jet ski em Bertioga, que após vários erros culminou na morte de uma criança, a mídia precisa continuar cobrando das autoridades que se cumpra a lei, pois pelo visto a família do adolescente que causou a tragédia quer assar uma grande pizza.
Perguntas:
1- Onde estava a fiscalização desse tipo de aparelho? Prefeitura, Capitania dos Portos, sei lá quem mais, por que não atuaram impedindo um menor de idade de sair pilotando com outro menor?
E se não fiscalizam num feriadão de Carnaval, com praia lotada de turistas, quando então o farão?
2- Por que o delegado aceitou que os fugitivos definam quando irão resolver depor?
3- Por que se deixou os responsáveis pelo crime saírem de Bertioga?
4- Por que se omite o nome dos responsáveis pela morte da menina? A lei protege o menor, permitindo somente suas iniciais na mídia, mas nem isso é falado. Muito menos dos pais.
5- Para onde foi o outro menor que acompanhava o que retirou o jet ski? Também foi preservado.
6- Por que a família do adolescente fugiu e não prestou socorro?
7- Por que a família do adolescente não contatou a família da vítima, até o momento, quase uma semana depois do fato? E somente enviou um advogado?
8- Por que retiraram o nome que estava no Jet Ski (ficou a marca Augusto), e quem retirou? Por que retiraram esse nome? Adulteraram a perícia?
9- Por que várias informações foram divulgadas de modo contraditório, como por exemplo se os menores estavam pilotando ou não o jet ski?
10- Aonde realmente se escondeu a família do adolescente?
11- Aonde está e o que aconteceu com o outro menino que foi atingido antes pelo jet ski e, segundo testemunhas, ficou desacordado?
É muita coisa a ser esclarecida e espero que o Ministério Público, a mídia, o delegado, o poder Judiciário cumpram seu papel e não deixem virar uma pizza amarga e vergonhosa.
E todo verão sempre ocorre acidentes desse tipo. Pelo menos nas principais praias deveriam fiscalizar a utilização desse tipo de moto, já vi várias vezes passando com velocidade próximo a banhistas.
Perguntas:
1- Onde estava a fiscalização desse tipo de aparelho? Prefeitura, Capitania dos Portos, sei lá quem mais, por que não atuaram impedindo um menor de idade de sair pilotando com outro menor?
E se não fiscalizam num feriadão de Carnaval, com praia lotada de turistas, quando então o farão?
2- Por que o delegado aceitou que os fugitivos definam quando irão resolver depor?
3- Por que se deixou os responsáveis pelo crime saírem de Bertioga?
4- Por que se omite o nome dos responsáveis pela morte da menina? A lei protege o menor, permitindo somente suas iniciais na mídia, mas nem isso é falado. Muito menos dos pais.
5- Para onde foi o outro menor que acompanhava o que retirou o jet ski? Também foi preservado.
6- Por que a família do adolescente fugiu e não prestou socorro?
7- Por que a família do adolescente não contatou a família da vítima, até o momento, quase uma semana depois do fato? E somente enviou um advogado?
8- Por que retiraram o nome que estava no Jet Ski (ficou a marca Augusto), e quem retirou? Por que retiraram esse nome? Adulteraram a perícia?
9- Por que várias informações foram divulgadas de modo contraditório, como por exemplo se os menores estavam pilotando ou não o jet ski?
10- Aonde realmente se escondeu a família do adolescente?
11- Aonde está e o que aconteceu com o outro menino que foi atingido antes pelo jet ski e, segundo testemunhas, ficou desacordado?
É muita coisa a ser esclarecida e espero que o Ministério Público, a mídia, o delegado, o poder Judiciário cumpram seu papel e não deixem virar uma pizza amarga e vergonhosa.
E todo verão sempre ocorre acidentes desse tipo. Pelo menos nas principais praias deveriam fiscalizar a utilização desse tipo de moto, já vi várias vezes passando com velocidade próximo a banhistas.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
STF: autonomia do CNJ 6, limitação 5
O Supremo Tribunal Federal decidiu por 6 votos a 5 que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem autonomia para investigar e punir juízes e servidores do Judiciário. Com o resultado, perde efeito decisão liminar (de caráter provisório) do ministro Marco Aurélio Mello que reduzia a autonomia do CNJ.
Como bem disse um dos ministros, as corregedorias não funcionam a contento quando se trata de investigar seus pares, portanto o CNJ precisa de liberdade para investigar.
Mais detalhes:
http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=134460&iddepartamento=8&idcategoria=0
Como bem disse um dos ministros, as corregedorias não funcionam a contento quando se trata de investigar seus pares, portanto o CNJ precisa de liberdade para investigar.
Mais detalhes:
http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=134460&iddepartamento=8&idcategoria=0
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
COSTA CONCORDIA - As lições
Parece incrível que no século XXI ainda ocorram desastres desse tipo, com toda a tecnologia de navegação existente; porém, o ser humano é o elemento imponderável. Apesar da rota estar programada e de haver indicadores, alarmes quando há desvio, isso não evitou a tragédia. Parece que foi mesmo falha do capitão, que quis chegar próximo à terra natal de um tripulante para uma espécie de homenagem, que saiu caro. E quando este tripulante foi chamado à ponte para ver, avisou que estavam muito perto, mas aí já era tarde. Além das perdas de vidas e traumas nos sobreviventes, prejuízos imensos, US$ 90 milhões sem faturar somente sem o navio funcionar.
![]() |
| Costa Concordia saindo de Santos |
Por isso até hoje existe a praia chamada dos Castelhanos em Ilha Bela, devido aos corpos dos náufragos que morreram afogados, e em grande numero baterem nessa praia.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
CLIMA DE NATAL - Video
Compartilho um vídeo que recebi, com belas músicas natalinas cantadas pela Enya; quem também gosta de cães huskies vai gostar:
http://www.youtube.com/embed/ YBIwCdvhgX4?rel=0
http://www.youtube.com/embed/
domingo, 25 de dezembro de 2011
CRISE DO JUDICIÁRIO - novamente...
Pois é, agora a coisa ficou séria mesmo...é ridículo vermos esse corporativismo de classe contra as investigações de movimentações de renda atípicas, que eram feitas pelo CNJ. Esses juízes precisam ser lembrados que são pagos e muito bem pagos pelo povo. A grande maioria ignora que há várias irregularidades porque CNJ mantem sigilo das investigações.
Ver detalhes:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1026102-peluso-nega-pedido-para-suspender-decisao-que-limita-poder-do-cnj.shtml
Ver detalhes:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1026102-peluso-nega-pedido-para-suspender-decisao-que-limita-poder-do-cnj.shtml
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
STF - De novo dando más notícias
Novamente o STF toma uma medida corporativista que vai na contra-mão da transparência e do trato com lisura da coisa pública. Desta vez, restringindo a ação do CNJ, órgão que vinha investigando e procurando punir o lado escuro do judiciário brasileiro. Como em toda corporação, sempre pode ocorrer desvio de conduta de algum integrante, e para isso há as instâncias encarregadas de investigar e coibir, se for o caso. Acontece que nos tribunais do poder Judiciário a ocorrência disso acontecer e punir os "bandidos de toga" é praticamente nula, sendo então criado o CNJ que funcionava, até ser podado pelo STF, como uma corregedoria para investigar os "mal feitos". A Associação dos magistrados reagiu, e o STF, com o apoio do Marco Aurélio de Mello, acatou a reação e limitou a ação do CNJ. O mesmo STF que soltou figuras do calibre de um Paulo Maluf, os presos da operação Satiagraha, entre outros acusados de malversação de dinheiro público.
Esse tipo de comportamento não ajuda em nada a melhorar a democracia brasileira. Lembro da foto de tribunal em Brasilia quando da inauguração, todo em mármore e metais cromados, nem em país muito rico tem um prédio público com um luxo desse. O STF parece que vive em outro mundo. No Brasil parece que há uma maldição pairando sobre certos tipos de órgãos públicos, aqueles que deveriam fiscalizar e coibir abusos e corrupção, não o fazem por razões políticas. Lembro do TCM da cidade de São Paulo, quando a Luiza Erundina era prefeita da Capital, todas as suas contas eram rejeitadas pelo TCM. Todas elas. Posteriormente, os prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta tiveram todas as suas contas aprovadas pelo mesmo órgão, porém ambos tiveram os seus nomes associados na mídia a desvio de dinheiro público.
Espero que a sociedade mostre a sua indignação com essa atitude do STF e o CNJ, por meio de sua corregedora Eliane Calmon, possa dar continuidade ao trabalho de moralidade dentro do poder judiciario.
Muto mais detalhes em: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/eliana-calmon-nega-quebra-de-sigilo-e-acusa-juizes-de-espetaculo/n1597420210339.html
STF: Falta de transparência: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/conselho-tira-da-internet-iniciais-de-juizes-investigados/n1597377736995.html
Em tempo: o site do CNJ (htt://www.cnj.jus.br) estava fora do ar no momento deste post.
Esse tipo de comportamento não ajuda em nada a melhorar a democracia brasileira. Lembro da foto de tribunal em Brasilia quando da inauguração, todo em mármore e metais cromados, nem em país muito rico tem um prédio público com um luxo desse. O STF parece que vive em outro mundo. No Brasil parece que há uma maldição pairando sobre certos tipos de órgãos públicos, aqueles que deveriam fiscalizar e coibir abusos e corrupção, não o fazem por razões políticas. Lembro do TCM da cidade de São Paulo, quando a Luiza Erundina era prefeita da Capital, todas as suas contas eram rejeitadas pelo TCM. Todas elas. Posteriormente, os prefeitos Paulo Maluf e Celso Pitta tiveram todas as suas contas aprovadas pelo mesmo órgão, porém ambos tiveram os seus nomes associados na mídia a desvio de dinheiro público.
Espero que a sociedade mostre a sua indignação com essa atitude do STF e o CNJ, por meio de sua corregedora Eliane Calmon, possa dar continuidade ao trabalho de moralidade dentro do poder judiciario.
Muto mais detalhes em: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/eliana-calmon-nega-quebra-de-sigilo-e-acusa-juizes-de-espetaculo/n1597420210339.html
STF: Falta de transparência: http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/conselho-tira-da-internet-iniciais-de-juizes-investigados/n1597377736995.html
Em tempo: o site do CNJ (htt://www.cnj.jus.br) estava fora do ar no momento deste post.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
SANTOS FC - Os 10 gols mais bonitos de 2011
A torcida santista ainda está inconformada pelo massacre que o time sofreu, então vamos rever dez dos belos gols marcados este ano, para um pouco de sonho nestes dias de pesadelo.
http://www.youtube.com/watch?v=_C5Ce2FtB3U
http://www.youtube.com/watch?v=_C5Ce2FtB3U
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Neymar, o Bola de Ouro
Por tudo que vem jogando no SANTOS FC este ano, o Neymar merece sim ser o bola de ouro. Na Europa o Messi, seu maior rival este ano, quase não recebe faltas no jogo, e ainda tem gente como Xavi, Iniesta, jogando ao seu lado, enquanto que o rapaz da Vila Belmiro sofre rodízio de faltas constante, e tem ao seu lado Ibson, Henrique, quem sabe agora o Paulo Henrique Lima, vulgo Ganso, volte a jogar o que vinha jogando.
Ainda concorre ao premio da FIFA do gol mais bonito do ano: www.fifa.com
Ainda concorre ao premio da FIFA do gol mais bonito do ano: www.fifa.com
domingo, 30 de outubro de 2011
SUGESTÃO DE FILME II - MEIA NOITE EM PARIS
Este novo filme do Woody Allen me surpreendeu, positivamente. Gostei muito também da atriz Marion Cotillard, esbanjando charme e sedução, além de ser bonita. Reproduzo abaixo texto da crítica.
Nota Cineclick - Heitor Augusto
É isso, Woddy Allen! Quando alguém que respeita seu trabalho aponta comodismo na realização de Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos é porque sabemos que tipo de emoção e encenação ele pode entregar aos espectadores. Desta vez, em Meia Noite em Paris, Allen deixa de realizar apenas um filme médio para apresentar uma grande obra.
Êxtase é o adjetivo perfeito para definir o durante e o depois da sessão. Com sofisticação, charme e sem amarras quanto ao realismo, esta comédia desenrola um interessantíssimo comentário sobre a relação com o passado e o deslocamento com o presente, passando por uma descarada homenagem a feras da música e literatura, com destaque para o genial Cole Porter. Para encerrar, um olhar muito particular sobre a capital francesa, a qual já vimos centenas de vezes em centenas de filmes. Acredite: a Paris deste filme de Woody Allen é diferente.
Já na sequência inicial, composta de flashes de alguns segundos de pontos turísticos da cidade, como o Arco do Triunfo, Museu do Louvre e Champs-Élysée, não estamos mais em 2011. As imagens são de hoje, assim como os cafés, os pedestres e carros. A música, porém, é o standard Let’s Do It (Let’s Fall in Love), de 1928, que descobriremos ser a canção-tema do longa. Sutilmente, a atmosfera de Meia Noite em Paris é colocada: dali em diante o romantismo será o principal filtro na apreciação do filme.
O grande romântico do filme é Gil (Owen Wilson, que incrivelmente está muito bem no papel), um roteirista cansado de Hollywood que tenta convencer a si próprio que poderá se tornar um grande escritor. Ele faz de Paris o cenário ideal para suas férias intelectuais e sentir em qual momento real está a relação com a noiva Ignez (Rachel McAdams).
Gil está neste século por acidente. Seu tempo perfeito é os anos 20, de preferência numa Paris chuvosa acompanhada das canções de Cole Porter e tendo um Hemingway ou F. Scott Fitzgerald para inspirar a imaginação. Fazer compras, voltar abarrotado de sacolas, andar de táxi, gastar dinheiro em restaurantes sofisticados e outras futilidades não o comovem. As calçadas foram feitas para serem ocupadas por pessoas: para ele, a cidade é uma grande e belíssima companheira que abre os braços e o convida sensualmente a conhecê-la. A Paris do filme é tão viva quanto a Barcelona de Vicky Cristina Barcelona, com um senão: na visão do cineasta, a capital francesa conclama o amor, enquanto a urbe catalã urge pelo desejo.
Gil é um homem deslocado. A solução, porém, é encontrar sua turma. E ele o faz, gesto que dá a Meia Noite em Paris uma aura mágica, inspiradora. Por não ser ultrarromântico, Woody Allen anda entre a idealização e a maturidade com o passado, fazendo uma interessante colocação: aos olhos de hoje, o ontem sempre vai parecer mais interessante.
Por isso que seu 41º longa-metragem para cinema é mais uma homenagem a um tempo do que sua representação saudosista. No começo, dizemos quase automaticamente que aqueles, sim, são grandes tempos. Mais para frente, a segurança se dissipa: é mesmo a grande época? Dá para sentir, até, uma certa frustração por não se ter nascido antes – e cada um tem seu momento preferido do ontem. O jeito é lidar com o presente e trazer do passado o que interessa para que criemos hiatos de felicidade no hoje.
Equilíbrio
O cômico de Meia Noite em Paris vem do insólito, não de uma piada escrita deliberadamente para criar o riso. Já o drama nasce das reflexões nas quais o protagonista mergulha a cada vez que recorre a seus mestres literários. Há um equilíbrio preciso entre os dois gêneros.
E o melhor: desta vez não há o narrador (Ok, em Vicky Cristina Barcelona caiu bem) para amarrar a história. Gil é um personagem suficientemente forte e interessante para ter um mundo habitando à sua volta. De certa maneira, o filme retoma um assunto importante na obra de Woody Allen: o medo do fracasso.
Esta paúra que fez com que Roy (Josh Brolin) tomasse uma atitude desesperada e covarde em Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, desta vez leva a uma direção oposta, à esperança. Por isso a força também de Gabrielle (Léa Seydoux), uma personagem que aparece em apenas duas sequências: ela não é apenas a vendedora de antiguidades, mas a porta para um outro mundo de possibilidades no presente.
Um último comentário sobre o elenco vai para dois atores. O primeiro, nem sempre lembrado por grandes papeis, Owen Wilson: até sua pronúncia tão particular e o tempo de fala pausado se encaixa perfeitamente neste americano na contramão buscando encontrar uma Paris de um tempo que se foi. O segundo comentário é sobre Marion Contillard, de fundamental personagem no filme: há tempos não a víamos tão encantadora e sedutora. Provavelmente, desde Inimigos Públicos.
Há ainda mais a dizer sobre Meia Noite em Paris, mas é melhor não estragar a surpresa. Simplesmente um Woody Allen em grande forma. Aos 75 anos. Pode não ser o melhor de sua fase europeia, inaugurada em Match Point – Ponto Final, mas esbanja um contagiante encanto.
“MEIA NOITE EM PARIS”
“Midnight in Paris”
Estados Unidos, Inglaterra / 2011/ 100 minutos / cor / 35mm
Gênero – Comédia
Direção – Woody Allen
Elenco - Kurt Fuller, Owen Wilson, Marion Cotillard, Michael Sheen, Tom Hiddleston, Kathy Bates, Rachel McAdams, Gad Elmaleh, Carla Bruni, Nina Arianda, Mimi Kennedy, Corey Stoll, Manu Payet
Nota Cineclick - Heitor Augusto
É isso, Woddy Allen! Quando alguém que respeita seu trabalho aponta comodismo na realização de Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos é porque sabemos que tipo de emoção e encenação ele pode entregar aos espectadores. Desta vez, em Meia Noite em Paris, Allen deixa de realizar apenas um filme médio para apresentar uma grande obra.
Êxtase é o adjetivo perfeito para definir o durante e o depois da sessão. Com sofisticação, charme e sem amarras quanto ao realismo, esta comédia desenrola um interessantíssimo comentário sobre a relação com o passado e o deslocamento com o presente, passando por uma descarada homenagem a feras da música e literatura, com destaque para o genial Cole Porter. Para encerrar, um olhar muito particular sobre a capital francesa, a qual já vimos centenas de vezes em centenas de filmes. Acredite: a Paris deste filme de Woody Allen é diferente.
Já na sequência inicial, composta de flashes de alguns segundos de pontos turísticos da cidade, como o Arco do Triunfo, Museu do Louvre e Champs-Élysée, não estamos mais em 2011. As imagens são de hoje, assim como os cafés, os pedestres e carros. A música, porém, é o standard Let’s Do It (Let’s Fall in Love), de 1928, que descobriremos ser a canção-tema do longa. Sutilmente, a atmosfera de Meia Noite em Paris é colocada: dali em diante o romantismo será o principal filtro na apreciação do filme.
O grande romântico do filme é Gil (Owen Wilson, que incrivelmente está muito bem no papel), um roteirista cansado de Hollywood que tenta convencer a si próprio que poderá se tornar um grande escritor. Ele faz de Paris o cenário ideal para suas férias intelectuais e sentir em qual momento real está a relação com a noiva Ignez (Rachel McAdams).
Gil está neste século por acidente. Seu tempo perfeito é os anos 20, de preferência numa Paris chuvosa acompanhada das canções de Cole Porter e tendo um Hemingway ou F. Scott Fitzgerald para inspirar a imaginação. Fazer compras, voltar abarrotado de sacolas, andar de táxi, gastar dinheiro em restaurantes sofisticados e outras futilidades não o comovem. As calçadas foram feitas para serem ocupadas por pessoas: para ele, a cidade é uma grande e belíssima companheira que abre os braços e o convida sensualmente a conhecê-la. A Paris do filme é tão viva quanto a Barcelona de Vicky Cristina Barcelona, com um senão: na visão do cineasta, a capital francesa conclama o amor, enquanto a urbe catalã urge pelo desejo.
Gil é um homem deslocado. A solução, porém, é encontrar sua turma. E ele o faz, gesto que dá a Meia Noite em Paris uma aura mágica, inspiradora. Por não ser ultrarromântico, Woody Allen anda entre a idealização e a maturidade com o passado, fazendo uma interessante colocação: aos olhos de hoje, o ontem sempre vai parecer mais interessante.
Por isso que seu 41º longa-metragem para cinema é mais uma homenagem a um tempo do que sua representação saudosista. No começo, dizemos quase automaticamente que aqueles, sim, são grandes tempos. Mais para frente, a segurança se dissipa: é mesmo a grande época? Dá para sentir, até, uma certa frustração por não se ter nascido antes – e cada um tem seu momento preferido do ontem. O jeito é lidar com o presente e trazer do passado o que interessa para que criemos hiatos de felicidade no hoje.
Equilíbrio
O cômico de Meia Noite em Paris vem do insólito, não de uma piada escrita deliberadamente para criar o riso. Já o drama nasce das reflexões nas quais o protagonista mergulha a cada vez que recorre a seus mestres literários. Há um equilíbrio preciso entre os dois gêneros.
E o melhor: desta vez não há o narrador (Ok, em Vicky Cristina Barcelona caiu bem) para amarrar a história. Gil é um personagem suficientemente forte e interessante para ter um mundo habitando à sua volta. De certa maneira, o filme retoma um assunto importante na obra de Woody Allen: o medo do fracasso.
Esta paúra que fez com que Roy (Josh Brolin) tomasse uma atitude desesperada e covarde em Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, desta vez leva a uma direção oposta, à esperança. Por isso a força também de Gabrielle (Léa Seydoux), uma personagem que aparece em apenas duas sequências: ela não é apenas a vendedora de antiguidades, mas a porta para um outro mundo de possibilidades no presente.
Um último comentário sobre o elenco vai para dois atores. O primeiro, nem sempre lembrado por grandes papeis, Owen Wilson: até sua pronúncia tão particular e o tempo de fala pausado se encaixa perfeitamente neste americano na contramão buscando encontrar uma Paris de um tempo que se foi. O segundo comentário é sobre Marion Contillard, de fundamental personagem no filme: há tempos não a víamos tão encantadora e sedutora. Provavelmente, desde Inimigos Públicos.
Há ainda mais a dizer sobre Meia Noite em Paris, mas é melhor não estragar a surpresa. Simplesmente um Woody Allen em grande forma. Aos 75 anos. Pode não ser o melhor de sua fase europeia, inaugurada em Match Point – Ponto Final, mas esbanja um contagiante encanto.
“MEIA NOITE EM PARIS”
“Midnight in Paris”
Estados Unidos, Inglaterra / 2011/ 100 minutos / cor / 35mm
Gênero – Comédia
Direção – Woody Allen
Elenco - Kurt Fuller, Owen Wilson, Marion Cotillard, Michael Sheen, Tom Hiddleston, Kathy Bates, Rachel McAdams, Gad Elmaleh, Carla Bruni, Nina Arianda, Mimi Kennedy, Corey Stoll, Manu Payet
sábado, 22 de outubro de 2011
REI PELÉ, 71 ANOS !
Neste domingo 23 de outubro Pelé completa 71 anos. Parabéns ao maior de todos os jogadores que o mundo já viu.
Abaixo em somente dois vídeos dá pra ver que Messi, Maradona ainda teriam que jogar muito mais para poderem amarrar as chuteiras do Rei.
Abaixo em somente dois vídeos dá pra ver que Messi, Maradona ainda teriam que jogar muito mais para poderem amarrar as chuteiras do Rei.
VILA BELMIRO, 95 anos
O estádio Urbano Caldeira, conhecido como Vila Belmiro.
Adquirido pela diretoria santista em 28/06/1916, pelo valor de 66 contos e 660 mil réis com dinheiro do próprio clube, para ser pago em dez anos, teve a dívida quitada antecipadamente em 1923.
Diferente de hoje, em que o poder público nas três esferas ajuda, com a desculpa da Copa do Mundo.
No dia 22 de outubro de 1916, há 95 anos, o Estádio Urbano Caldeira abria as portas para o primeiro jogo de sua história. Era domingo, e o Santos FC, que já havia jogado 47 partidas fora da Vila desde sua fundação, não poderia fazer uma festa de inauguração melhor do que com uma vitória por 2 a 1 diante do Clube Atlético Ypiranga.
Adolpho Millon Jr, sócio-fundador do Clube, foi o autor do primeiro gol da Vila Belmiro, sendo Jarbas o segundo marcador. O primeiro time a atuar na Vila Mais Famosa do Mundo era formado por Odorico; Américo e Arantes; Pereira, Oscar e Junqueira; Millon, Marba, Tedesco, Jarbas e Arnaldo.
Adquirido pela diretoria santista em 28/06/1916, pelo valor de 66 contos e 660 mil réis com dinheiro do próprio clube, para ser pago em dez anos, teve a dívida quitada antecipadamente em 1923.
Diferente de hoje, em que o poder público nas três esferas ajuda, com a desculpa da Copa do Mundo.
No dia 22 de outubro de 1916, há 95 anos, o Estádio Urbano Caldeira abria as portas para o primeiro jogo de sua história. Era domingo, e o Santos FC, que já havia jogado 47 partidas fora da Vila desde sua fundação, não poderia fazer uma festa de inauguração melhor do que com uma vitória por 2 a 1 diante do Clube Atlético Ypiranga.
Adolpho Millon Jr, sócio-fundador do Clube, foi o autor do primeiro gol da Vila Belmiro, sendo Jarbas o segundo marcador. O primeiro time a atuar na Vila Mais Famosa do Mundo era formado por Odorico; Américo e Arantes; Pereira, Oscar e Junqueira; Millon, Marba, Tedesco, Jarbas e Arnaldo.
sábado, 1 de outubro de 2011
O capitalismo de campadres
Na lei da oferta e procura, se há muita produção de cebola, o preço cai, senão o preço pode subir; se o preço do açúcar no mercado externo sobe, começa a faltar álcool no mercado interno porque os produtores desviam a produção da cana para o açúcar, ocasionando a elevação do etanol em relação a gasolina...e assim vai. Só que em Santos, essa lei só funciona parcialmente. Vejam só: com a economia em fase de expansão, duas empresas irão construir dois novos grandes terminais no Porto, anunciando com a oferta de 2.500 empregos diretos. Não há mão-de-obra treinada disponível para atender todas essas vagas, ou seja, a oferta agora é maior que a demanda. Então em vez de aumentarem os salários dos contratados atuais ou dos futuros, as empresas fizeram um acordo de cavalheiros de não tirarem mão-de-obra uma da outra e em vez disso dão algum novo treinamento como um tipo de compensação...
Vejam que, quando interessa ao grande capital, em situações em que a procura é maior que a oferta, abaixam-se os salários ("se você não aceita, há muitos que aceitarão"); na situação inversa, como o caso citado, o que poucas vezes vi ocorrer no Brasil, aqueles profissionais que investiram na carreira ficam com seus vencimentos congelados.
É o vergonhoso capitalismo brasileiro que todo dia aparece na mídia, avesso a riscos, explorador contumaz da mão-de-obra nacional, acostumado a mamar nos favorecimentos dos políticos cujas campanhas financiou, como foi um dos últimos casos aquela vergonha nos Ministérios dos Transportes e do Turismo. É impressionante a falta de projeto de país da nossa elite. Dá para entender porque a Coreia do Sul, até o final da década de 70 um país essencialmente agrário, nos passou para trás graças ao grande investimento feito em educação valorizando o conhecimento. E dá-lhe Copa do Mundo e Olimpíadas movidas a obras sem licitação...
Vejam que, quando interessa ao grande capital, em situações em que a procura é maior que a oferta, abaixam-se os salários ("se você não aceita, há muitos que aceitarão"); na situação inversa, como o caso citado, o que poucas vezes vi ocorrer no Brasil, aqueles profissionais que investiram na carreira ficam com seus vencimentos congelados.
É o vergonhoso capitalismo brasileiro que todo dia aparece na mídia, avesso a riscos, explorador contumaz da mão-de-obra nacional, acostumado a mamar nos favorecimentos dos políticos cujas campanhas financiou, como foi um dos últimos casos aquela vergonha nos Ministérios dos Transportes e do Turismo. É impressionante a falta de projeto de país da nossa elite. Dá para entender porque a Coreia do Sul, até o final da década de 70 um país essencialmente agrário, nos passou para trás graças ao grande investimento feito em educação valorizando o conhecimento. E dá-lhe Copa do Mundo e Olimpíadas movidas a obras sem licitação...
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
SUGESTÃO DE FILME I - O CONCERTO
Bom filme, belíssimas músicas, faz algumas caricaturas de alguns personagens, mas é bom de assisitir:
http://www.trailers.com.pt/o-concerto/
http://www.adorocinema.com/filmes/o-concerto/
http://www.trailers.com.pt/o-concerto/
http://www.adorocinema.com/filmes/o-concerto/
MANO EM NOVA POLEMICA
Depois dessa nova escalação, está sendo acusado de proteger o Kurintcha na fase final do campeonato, chamou jogadores dos sete primeiros clubes menos do "Timão", e ainda desfalca o SANTOS FC que vem subindo na tabela, com potencial para disputar o título:
http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,mano-menezes-diz-que-tentou-preservar-times-mas-abre-polemica,776075,0.htm#noticia
Cá pra nós, está ruim a condução dessa seleção: o objetivo inicial, que era um projeto com jogadores jovens para a próxima copa, parece que se perdeu, e esse Mano ainda não conseguiu dar uma cara de time para a seleção; ainda é um amontoado de bons jogadores.
http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,mano-menezes-diz-que-tentou-preservar-times-mas-abre-polemica,776075,0.htm#noticia
Cá pra nós, está ruim a condução dessa seleção: o objetivo inicial, que era um projeto com jogadores jovens para a próxima copa, parece que se perdeu, e esse Mano ainda não conseguiu dar uma cara de time para a seleção; ainda é um amontoado de bons jogadores.
O DAY AFTER na Rodovia
22/09/2011 - Após o grande engavetamento ocorrido no SAI, estão levantando a questão da indenização às vítimas. Como a neblina é constante nesse trecho nem poderia haver dúvida: o Judiciário deveria mandar a Ecovias pagar os prejuízos e ponto final. A empresa responsável pela operação deveria garantir a segurança no famoso trecho onde costuma ocorrer neblina e os acidentes reincidentes. Reparei que usei os verbos no condicional....pois é, no Brasil certas coisas ainda são complicadas.
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